Bug/Debug - Conta a lenda que um dos primeiros computadores, cheio de válvulas, chaves e bobinas teve um de seus defeitos causados por uma pequena mariposa circulando em lugar indevido. Assim bug (inseto em inglês) passou a significar defeito, falha ou erro de programas e computadores. Debug passou a significar "localizar erros" e em português foi traduzido para depurar.
No uso da linguagem Logo, o erro é visto como essencial para que possa ser repensada a solução. Então o erro, ou bug, passou a ter grande relevância, merecendo dedicação especial.
Ao dar ordens para o TartaLogo, dois tipos de erros podem acontecer:
o primeiro denominado erro sintático, corresponde ao registro inadequado de um comando, por exemplo ao se grafar FRETE e não FRENTE.Este erro é facil de ser percebido e corrigido.
O segundo, e muito mais importante, é o erro conceitual, ou semântico, no qual o comando foi escrito certo, mas o resultado não espelha o projeto (ou desenho) imaginado. O fato de a tartaruga dar respostas imediatas aos comandos faz com que rapidamente o aluno perceba o "erro" conceitual e atue no sentido de corrigí-lo.
Comandos - são as ordens, em geral escritas, dadas ao computador (e ao Tartalogo) para que realize operações pré-definidas. Alguns comandos exigem complementos, como o número de passos a andar ou a cor desejada para o traçado.
Construcionismo -linha de pensamento educacional, proposta por Papert, que extende o conceito do construtivismo. Considera que, efetivamente, o pensamento é construído por uma agregação de informações, mas impõem que o aluno não seja "ensinado", mas sim que se lhe disponham as condições adequadas para que aprenda por si. Propõe que o meio em que se insere o aluno seja farto de problemas e experiências, permitindo assim ao aluno motivar-se, desenvolvendo e consolidando capacidades cognitivas.
Construtivismo - linha de pensamento educacional, baseada em Piaget, que afirma ser o conhecimento independente de um saber inato e sim das ações do ser humano sobre os objetos, motivado por desafios cognitivos e situações problema. Esta forma de pensamento contrapões àqueles que imaginam o ser humano como possuindo uma inteligência inata que deve ser desenvolvida ao longo de sua vida. Desta forma o construtivismo também questiona as linhas pedagógicas que consideram o professor como um mero transmissor de experiências e informações.
Dialetos - Como o Logo é uma linguagem que foi originalmente criada em inglês, ao ser traduzida para o português ganhou diversas traduções alternativas, assim FRENTE pode se chamar PF, PRAFRENTE, AVANÇAR, etc em outros programas que fazem uso da linguagem. São os dialetos. O Tartalogo foi criado pensando em se adaptar a essas outras linguagens e assim minimizar o esforço de alunos em caso de troca do uso do programa.
Feedback - dá-se o nome de feedback, ou retro-alimentação às ações que têm seu efeito informado claramente para permitir ajustes as futuras ações. Assim, por exemplo, o termômetro do carro tem uma ção de feedback ao informar ao motorista a temperatura do motor e ajudar-lhe a tomar a decisão de desligar o carro. A tartaruga do Logo possui esta característica ao desenhar, imediatamente, o que lhe for comandado e assim permitir ajustes e acertos.
Linguagem de programação - para estabelecer as operações que devem ser realizadas pelos computadores, ou seja programar-lhes as ações, habitualmente usam-se comandos e complementos que formam frases. As estruturas que definem as regras de construção destas frases são conhecidas como linguagens de programação. E o Logo é uma delas.
Logo gráfico - termo que resume o funcionamento do Logo como um gerador de gráficos. O termo se contrapõe a uma outra característica disponível no Logo, que é o tratamento de listas de palavras, característica que por diversos aspectos parece não ter se desenvolvido ao longo dos anos. Além das características gráficas e de processamento de listas, alguns programas de Logo também dão tratamento a animações e sons.
Matofobia - este termo refere-se ao medo de matemática existente em alguns alunos. E por extensão ao medo generalizado de aprender, considerando o aprendizado como algo dolorido ou complexo. Traz como conseqüências: a obstrução da aprendizagem, a criação de tabus na escola, entre outras.
Micromundos -
Professor facilitador - deseja-se do professor um comportamento de incentivo e orientação, por isto diz-se ser o professor um facilitador de aprendizado. Note que o professor deve estar mais focado nos
procedimentos de aprendizado dos alunos e menos no resultado final obtido. Prestando mais atenção na forma e jeito de pescar e menos no tamanho do peixe fisgado.
Projeto - ao trabalhar com o Logo, o aluno imagina um desenho que deseja realizar e seleciona os comandos para ensiná-lo à tartaruga. Chama-se de "projeto" ao trabalho que envolve a concepção do desenho e a sua realização propriamente dita. Idealmente, os projetos devem ser propostos pelos próprios alunos.
Shareware - tipo de distribuição de programas onde o usuário pode utilizar o programa por um período, para conhecê-lo. Após este período é solicitado a pagar uma pequena taxa ou, em algumas modalidades, enviar um e-mail ou cartão-postal para o autor.
TartaLogo - o TartaLogo é uma tartaruga virtual criada para ser usada no aprendizado da linguagem Logo. O programa com o Tartalogo pode ser obtido nestas web-páginas.
Tartaruga mecânica - um robô, sob a forma de tartaruga, que se liga ao micro e que é comandada pelos alunos através dos comandos da linguagem Logo. O robô, realmente, movimenta-se no chão. Hoje em dia, devido aos seus custos, não é muito utilizada, apenas servido como referência para a tartaruga virtual apresentada na tela.